Neste domingo, 29 de janeiro, completam-se dois anos desde a partida de Pelé, o Rei do Futebol, um ícone que lutava contra um câncer de cólon descoberto em setembro do ano anterior. Sua morte aos 82 anos deixou o mundo esportivo de luto, com a responsabilidade de preservar seu legado e suas conquistas na memória coletiva.
A trajetória de Pelé no futebol é repleta de momentos marcantes. Em 1974, o craque chegou a interromper sua carreira, se aposentando dos clubes brasileiros. Naquela época, decidiu investigar sua situação financeira e descobriu dificuldades inesperadas devido a investimentos malsucedidos, incluindo a gestão da Fiolax, empresa da qual era sócio.
Com dívidas milionárias, Pelé tomou a decisão de retornar ao futebol como forma de recuperar sua estabilidade financeira. Assim, deixou sua aposentadoria parcial para se juntar ao New York Cosmos, conforme revelado em seu livro "Pelé: a importância do futebol". Mesmo que inicialmente o acordo previsse um milhão de dólares ao longo de sete anos, reportagens do New York Times apontam que o ídolo brasileiro embolsou 5 milhões de dólares em apenas três anos.
Durante sua passagem pelo clube nova-iorquino, Pelé foi fundamental para impulsionar o interesse e a popularidade do futebol nos Estados Unidos. Ele encerrou oficialmente sua carreira em um jogo entre New York Cosmos e Santos, contribuindo para a expansão do esporte no país norte-americano.
É relevante mencionar que Pelé conquistou um título com o New York Cosmos em 1977, na extinta North American Soccer League, que incluía equipes do Canadá. Atualmente, o futebol nos Estados Unidos é representado pela Major League of Soccer (MLS), com a participação de três equipes canadenses desde 2023.